Desmemórias
  Eden Ahbez

Nature Boy

There was a boy
A very strange enchanted boy
They say he wandered very far, very far
Ovel land and sea
A litte shy and sad fo eye
But very wise was he

And then onde day
A magic day he passed my way
And while we spoke of many things
Fools and kings
This he said to me
"The greatest things you'll ever learn
Is just to love and be loved in return "

 

ps : Eden Ahbez foi um beatnik que escrevia poemas e músicas e  pregava misticismo oriental nas ruas de Los Angeles



Escrito por diniz gonçalves júnior às 11h06
[] [envie esta mensagem] []


 
 

Cinema Novo

Caetano Veloso

 

O filme quis dizer "Eu sou o samba"

A voz do morro rasgou a tela do cinema

E começaram a se configurar

Visões das coisas grandes e pequenas

Que nos formaram e estão a nos formar

Todas e muitas: Deus e o diabo, vidas secas, os fuzis


Os cafajestes, o padre e a moça, a grande feira, o desafio

Outras conversas, outras conversas sobre os jeitos do Brasil

Outras conversas sobre os jeitos do Brasil

A bossa nova passou na prova

Nos salvou na dimensão da eternidade


Porém aqui embaixo "A vida mera metade de nada"

Nem morria nem enfrentava o problema

Pedia soluções e explicações

E foi por isso que as imagens do país desse cinema

Entraram nas palavras das canções
Entraram nas palavras das canções

Primeiro foram aquelas que explicavam

E a música parava pra pensar
Mas era tão bonito que parece

Que a gente nem queria reclamar

Depois foram as imagens que assombravam

E outras palavras já queriam se cantar

De ordem e desordem de loucura

De alma a meia-noite e de indústria

E a Terra entrou em transe

E no sertão de Ipanema

Em transe é, no mar de monte santo

E a luz do nosso canto e as vozes do poema

Necessitaram transformar-se tanto

Que o samba quis dizer


O samba quis dizer: eu sou cinema

O samba quis dizer: eu sou cinema

Aí o anjo nasceu, veio o bandido meterorango
Hitler terceiro mundo, sem essa aranha, fome de amor

E o filme disse: Eu quero ser poema

Ou mais: Quero ser filme e filme-filme

Acossado no limite da garganta do diabo

Voltar a Atlântida e ultrapassar o eclipse

Matar o ovo e ver a vera cruz

E o samba agora diz: Eu sou a luz

Da lira do delírio, da alforria de Xica

De toda a nudez de índia

De flor de macabéia, de asa branca

Meu nome é Stelinha é Inocência
Meu nome é Orson Antonio Vieira conselheiro de pixote
O
Superoutro

Quero ser velho de novo eterno, quero ser novo de novo

Quero ser Ganga bruta e clara gema
Eu sou o samba viva o cinema



Escrito por diniz gonçalves júnior às 16h24
[] [envie esta mensagem] []


 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]  
 
 



Meu perfil
BRASIL, Homem, de 36 a 45 anos, Arte e cultura


HISTÓRICO



OUTROS SITES
 fábio prodígio ( site + blog )
 Diluvidades
 diogo lessa
 pierre pierrô
 Trovão
 Bactéria
 Jarbrás
 Sérgio Mello
 Paulo F .
 Claudinei
 Ademir Assunção
 Mauro Picanha
 Kitagawa
 márcio américo
 Márcio Scheel
 Randall
 chacal
 Rodrigo Leão
 Cláudio Daniel
 Frederico Barbosa
 Eduardo Lacerda
 Orides Fontela
 Eucanaã Ferraz
 Haroldo De Campos
 douglas diegues
 Ricardo Almeida
 Edgar Franco
 Ricardo Aleixo
 Marcelo Coelho
 NOMUQUE
 Sígnica
 A cigarra
 Jornal de Poesia
 Portal Literal
 Mnemocine
 Tanto
 Xico Sá
 Revista Zunái
 UOL
 UOL SITES
 Astier
 Vinicius Baião
 Contos Bregas
 Foto Contemporânea
 Tadeu Sarmento
 Ana Ramiro
 Nícollas
 Porta Curtas
 Sebo do Bactéria
 Videografia ( uma entrevista )
 Cronópios
 Aníbal Cristobo
 Rodrigo Garcia Lopes
 Leonardo Gandolfi
 MaicknucleaR
 Ana Rusche & Del Candeias
 O Casulo
 Carlos Reichenbach
 Carlos Reichenbach ( blog )
 Errática
 UP
 Ruy Romão ( Portugal )
 Poesia
 Texto Digital
 Inácio Araujo
 Fábio Aristimunho
 Byafra
 Marcos Sabino
 Cléo
 Audrey
 Antonio Cícero
 Carolina
 Mário Bortolloto
 Debora Aoni
 Ivam Cabral
 Renata
 Jean Claude Bernardet
 Nick
 Mário Bortolotto
 Marcelo Montenegro
 Tavinho Paes
 Aldir Blanc
 Renata Sayuri
 Judô e Poesia
 Fernanda Bello
 lia
 Amigos das Musas
 Fernanda Takai
 Calixto
 Caetano Veloso
 Colombina


VOTAÇÃO
 Dê uma nota para meu blog!