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Museu de Pesca de Santos
Os vidros de areia hibernam nas prateleiras , praias próximas e distantes , brancas ou opacas , protegidas do tempo que faz lá fora , já foram castelos e esconderam conchas , arranharam os olhos nas brincadeiras de infância , refletiram navios nas noites claras , guardaram os passos apagados da memória .
Escrito por diniz gonçalves júnior às 10h12
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