os jardins de santos
Santos sempre foi o espaço de liberdade , o caminho enviesado das calçadas , xadrez alongado , as marcas de rede de vôlei que permanecem por duas décadas submersas , o frango assado do eldorado , as massas no tom certo da geni , os dias gastos no dolce far niente , o cheiro de sal nas margens da tarde , a lenta passagem do calendário , a possibilidade da balsa na hora de ver outra paisagem , as meninas na porta da matinê do saldanha da gama ( um hiato no tempo ? ) , a loja do shopping que vendia walkmans , a concha acústica debruçada para o jardim , a estátua solene lotada no 31 de janeiro , a ilha onipresente e os barcos com motores roucos , também tinha as árabes bonitas do prédio de frente pro mar , os amigos george e espiga planejando as mil festas a visitar , a denise saindo do fliper indo para a pista de patinação , a silvinha no segundo andar do planeta escolhendo vestidos para o carnaval do sírio .
Escrito por diniz gonçalves júnior às 11h29
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