planeta e os corredores , as portas e o vidro que descortina o mar , as escadas simétricas desembocando no hall de entrada , o número 154 indicando , o surf dog e as vitaminas servidas no café da manhã e o prédio lotado de janelas serpentinas lançadas em fevereiro , os passeios de camiseta regata sol a pino higienizando os pensamentos , os telefones dispostos em cabines margeando a areia e a escotilha do cinema de arte que parece um submarino fincado no calçadão , posto 5 ou 6 , não sei o nome da menina de maiô de cavalo - marinho , e as algas que inundaram os pés de anilina , barulhos invadem o parque abandonado e a retina encharcada anuncia a partida .
Escrito por diniz gonçalves júnior às 22h10
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